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Por Que Você Precisa De Um Projeto De Rede De Gases Medicinais?

Por Que Você Precisa De Um Projeto De Rede De Gases Medicinais?

Por: Engethink - 03 de Setembro de 2020

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Muitos são os componentes utilizados em clínicas e hospitais. Os gases medicinais têm papel fundamental no tratamento e manutenção da saúde de pacientes, especialmente durante internações e/ou cirurgias. Trata-se de um sistema de fornecimento desses fluidos. Dessa forma, para disponibilizá-los, basta partir de um projeto de rede de gases medicinais.

O ideal é contratar uma empresa que realize o seu projeto e também faça a instalação do sistema. Algumas ainda oferecem planos de manutenção e assistência técnica em caso de necessidade. Resumidamente: profissionais competentes e preparados devem realizar o projeto.

Quer entender melhor como funciona o projeto de rede de gases medicinais? Antes de mais nada, acompanhe abaixo nosso artigo sobre o tema.

Imagem de Engethink

Gases medicinais nada mais são que uma espécie de medicamentos em forma gasosa. Cilindros alocados em um espaço determinado “central de gases” servem para armazená-los. A partir daí, fluem por tubulações até as instalações localizadas em ambulatórios e salas de cirurgia.

Embora existam alguns gases medicinais, como o oxigênio, que também se utiliza na indústria, sua composição difere de acordo com a aplicação. Bem como, os critérios de pureza e qualidade, por exemplo, são mais rigorosos quando a aplicação se dá na medicina.

Quais são os principais gases medicinais?

Os principais gases medicinais são:

  • Oxigênio medicinal – Serve para tratar a insuficiência respiratória ou deficiência do componente no sangue, o gás deriva do processo de evaporação do oxigênio líquido;
  • Óxido nitroso – Presente especialmente em anestesias, aplicado em procedimentos pré-operatórios;
  • Nitrogênio – É usado em testes da função pulmonar e também no congelamento de sangue, tecidos e outros materiais biológicos. Também é o gás utilizado para “queimar” lesões da pele em dermatologia;
  • Dióxido de carbono – É o gás das cirurgias a laser. Combinado com oxigênio ou ar, serve para tratar funções respiratórias;
  • Ar comprimido medicinal – É possível obtê-lo a partir de uma mistura de oxigênio e nitrogênio, é um gás limpo e pressurizado. É utilizado para ventilação mecânica em UTIs ou durante certos procedimentos cirúrgicos;
  • Hélio – Serve para tratar as vias aéreas em casos de obstrução. Também é aplicado em aparelhos de ressonância magnética;
  • Monóxido de carbono – Componente para testes da função pulmonar ou alguns exames de sangue, e também na cultura bacteriana em laboratórios;
  • Vácuo medicinal – É um conceito moderno em curativos de certas feridas. A pressão negativa melhora a circulação local e favorece a cicatrização.

Onde funcionam os sistemas de gases medicinais?

Hospitais e clínicas são os maiores usuários de tais sistemas, seguidos pelos laboratórios. Quaisquer estabelecimentos que necessitem transmitir fluídos aos pacientes, seja para respiração, anestesia ou tratamento, precisam de uma estrutura que viabilize tal fornecimento.

É claro que nem todo local precisa de todos os gases, e é aí que entra a exclusividade de um projeto. Nesse documento, vão constar os gases indicados para a sua necessidade, e é importante planejar antes de implantá-lo. O local também precisa contar com a estrutura necessária para acomodar uma central de gases e os respectivos dutos que levam os fluídos até os pacientes.

Dessa forma, antes do projeto, o profissional vai fazer uma análise do seu imóvel de modo a elaborar o documento de forma correta, segura e legal. E essa deve ser a sua principal preocupação nesse sentido.

Quais as normas relacionadas aos gases medicinais?

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regula os gases medicinais. A RDC 69/2008 versa sobre as práticas para fabricação dos gases, enquanto a RDC 70/2008 lista quais são os principais gases medicinais. Por outro lado, autoridades revogaram a primeira e a substituíram pela RDC 301/2019 e pela IN 38/2019.

A RDC 70/2008 também mudou. A RDC 68/2011 e pela RDC 25/2015 a alteraram. Atualmente, há uma lista em elaboração pela Anvisa que diz respeito aos gases medicinais, e aos procedimentos e prazos para notificação dos gases. Afinal, ao realizar o projeto, é importante observar todas essas questões.

NBR 12188 faz referência as instalações de gases medicinais.

A NBR 12188 é uma norma técnica brasileira que estabelece os requisitos mínimos para o projeto, a instalação, a manutenção e a operação de redes de distribuição de gases medicinais em estabelecimentos assistenciais de saúde.

A norma define as características dos gases medicinais, as classificações, os critérios de segurança, a qualificação dos profissionais envolvidos, as responsabilidades das partes envolvidas, as etapas do projeto, os requisitos técnicos dos materiais e equipamentos, a verificação das instalações, entre outros aspectos.

A NBR 12188 tem como objetivo garantir a segurança e a qualidade dos gases medicinais fornecidos em hospitais e clínicas, prevenindo acidentes e garantindo a eficácia do tratamento médico. A norma é de aplicação obrigatória em todo o território nacional e é um importante instrumento para orientar o planejamento e a execução de projetos de redes de gases medicinais.

Por que realizar um projeto de rede de gases medicinais?

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Antes de fazer a instalação de um sistema de gases medicinais, , é necessário proceder com a realização do projeto. Isso porque trata-se de um documento, assinado por um engenheiro responsável, no qual constam todas as características do sistema. Ele vai discriminar e quantificar cada componente presente na montagem.

Além disso, o planejamento da central de gases medicinais e do caminho que a tubulação percorrerá até chegar aos leitos é fundamental para evitar surpresas na hora da instalação. Assim, avalia-se com antecedência se são necessários desvios para que os tubos não passem por locais inadequados.

As pressões dentro dos cilindros são reguladas e é importante garantir que eles ofereçam alimentação ininterrupta para as demandas locais. A vazão dos gases e o tipo de consumo também são informações importantes para o projeto. Assim, quando da instalação, já estará tudo planejado. A princípio, é só seguir o passo a passo. Aliás, é importante cuidar para que o sistema seja, de fato, fiel ao que determinou o projeto.

Quais as consequências de não fazer o projeto?

Um sistema de gases medicinais é algo muito sério e complexo. Dele, depende a saúde, a integridade e até mesmo a vida de muitos pacientes. Contaminações, obstruções ou mesmo vazamento dos fluídos podem levar pessoas a uma grave piora do quadro de saúde ou até mesmo à morte. Isso significa que elaborar o projeto é uma forma de cuidado com os pacientes.

Além disso, estamos falando de uma questão exigida por lei. Diante de uma fiscalização periódica, se constatarem que o seu sistema não tem projeto, você ficará sujeito à multas e outras sanções cabíveis. Se houver alguma ocorrência com paciente, a situação pode ser ainda pior, uma vez que o local será periciado e qualquer falha nesse sentido vai configurar negligência da sua parte.

Vamos considerar que o projeto (que também engloba a correta instalação) não é uma garantia 100% de que não haverá problemas, mas reduz drasticamente os riscos de que eles ocorram. Ter um projeto atualizado é uma forma de fazer o melhor pelos seus pacientes e também pela sua clínica, além de zelar pela sua reputação no mercado.

Quais os cuidados na hora da elaboração do projeto?

O primeiro cuidado relacionado ao projeto de gases medicinais diz respeito a quem o elabora. Você precisa do serviço profissional. O mestre de obras, o construtor ou o arquiteto não podem desempenhá-lo. A instalação de uma rede de gases medicinais não pode se basear somente em estética. Aliás, a parte funcional é muito mais importante. Dessa forma, você precisa procurar pelo serviço profissional indicado e adequado à sua necessidade.

Outra falha muito comum nesse sentido diz respeito às atualizações do sistema. É normal que as clínicas e estabelecimentos de saúde cresçam com o passar do tempo (aliás, é o que esperamos que esteja acontecendo com a sua). Tal ampliação pode demandar a instalação de novos pontos de gases ou mesmo a inclusão de novos fluídos no rol dos já utilizados.

Essas mudanças requerem uma atualização do projeto. Não basta somente contratar a instalação: será necessário mexer também no documento. Por essa razão, quaisquer intenções de modificação devem ser comunicadas à empresa que cuida das suas manutenções para que tudo ocorra legalmente.

Quem pode fazer o projeto de rede de gases medicinais?

Para fazer o seu projeto de gases medicinais, é importante contratar uma empresa especializada. Dessa forma, ao escolher, observe se a empresa em questão tem registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) da sua região e se ela possui pelo menos um engenheiro responsável em seu quadro de funcionários.

Sob o mesmo ponto de vista, tal questão é de suma importância, já que o profissional habilitado a assinar o projeto é o engenheiro. Por outro lado, fator também importante é dar preferência a empresas que realizam desde o projeto até a instalação do sistema. Profissionais competentes empenhados em assistí-lo, que o acompanhem desde a ideia inicial é uma forma de garantir maior qualidade e segurança.

Como escolher uma empresa para fazer o projeto de rede de gases medicinais?

Escolher a empresa certa para fazer o projeto de rede de gases medicinais é crucial para garantir a segurança e a eficiência dos sistemas de gases medicinais. Aqui estão algumas dicas para escolher uma empresa confiável:

  1. Experiência e Qualificação: É importante escolher uma empresa que tenha experiência em projetos de redes de gases medicinais e profissionais qualificados e experientes em instalações hospitalares. Além disso, a empresa deve estar atualizada sobre as normas técnicas e regulamentações de segurança aplicáveis ao projeto.
  2. Reputação e Histórico: Pesquise a empresa, seu histórico e sua reputação no mercado. Você pode procurar referências de outros clientes que utilizaram seus serviços, avaliações online e feedbacks de outros profissionais da área de saúde.
  3. Certificações e Licenças: Certifique-se de que a empresa tenha as certificações necessárias para realizar o projeto de rede de gases medicinais, além de estar licenciada e em conformidade com as regulamentações locais e nacionais.
  4. Suporte pós-instalação: SE a empresa também for instalar escolha uma que ofereça suporte pós-instalação, como manutenção, treinamento para os funcionários e suporte técnico contínuo. Isso garantirá que sua rede de gases medicinais funcione de maneira segura e eficiente por muitos anos.
  5. Preço: Embora o preço não deva ser o único fator decisivo, é importante considerar os custos envolvidos. Certifique-se de que a empresa ofereça uma proposta transparente e completa, que inclua todos os custos envolvidos no projeto e na instalação da rede de gases medicinais.

Ao seguir essas dicas, você poderá escolher uma empresa confiável e experiente para realizar o projeto de rede de gases medicinais, garantindo a segurança e eficiência dos sistemas de gases medicinais em sua instalação.

Por que contratar a Engethink?

Se o que você deseja é qualidade e segurança para o seu sistema de gases medicinais, contrate a Engethink. Da mesma forma, estamos falando de uma empresa que atua há anos no mercado, e funciona com engenheiros especializados e experientes no assunto.

Em conclusão, nosso diferencial se baseia na qualidade, transparência, responsabilidade e profissionalismo. Sabemos que cada cliente tem uma necessidade única e é por isso que, junto com você, avaliaremos qual é a sua e desenvolveremos um trabalho personalizado

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