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Conheça A Norma Para Gases Medicinais

Conheça A Norma Para Gases Medicinais

Por: Engethink - 10 de Agosto de 2020

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Na medicina, diversas substâncias gasosas são utilizadas, seja para a realização de procedimentos e cirurgias, ou mesmo para a manutenção da vida e saúde dos pacientes. E, assim como tudo o que envolve saúde, existe norma para gases medicinais.

Dessa forma, eles precisam ser utilizados com segurança e responsabilidade. Quaisquer problemas nas instalações podem trazer consequências sérias e irreversíveis. Além disso, seguir as normas é uma forma de manter-se em dia com as leis vigentes.

Se você quer entender quais são as normas para gases medicinais, continue a leitura. O artigo de hoje vai esclarecer suas dúvidas sobre o assunto.

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Quais são os principais gases medicinais?

Gases medicinais são todos aqueles que, de certa forma, são utilizados em hospitais e clínicas para tratar os pacientes. Dentre os principais, podemos citar:

  • Gás medicinal – Classificado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é um gás incolor e inodoro utilizado para isolamento a vácuo;
  • Monóxido de carbono – Utilizado principalmente para avaliação das funções pulmonares dos pacientes e algumas análises de sangue;
  • Dióxido de carbono – Aplicado em algumas cirurgias, também serve para tratamentos respiratórios quando combinado com outras substâncias;
  • Hélio – Auxilia na respiração e também é aplicado em exames de ressonância.

Quais são as normas para gases medicinais?

A instalação e uso dos gases medicinais é regida basicamente por duas diretrizes:

Imagem de Engethink

 

NBR 12188 da ABNT (2016)

É a norma que versa sobre os requisitos para a instalações do sistema de gases medicinais. Ela estabelece desde os componentes do sistema, até o procedimento correto para implantação e utilização.

Principais componentes do sistema

  • Cilindros – Neles ficam armazenados os gases;
  • Bloco central – É onde ficam as válvulas reguladoras e de bloqueio. Os gases saem dos cilindros para o sistema;
  • Central de suprimento – É o ponto de interligação entre os sistemas de suprimentos primário (principal responsável pela rede de distribuição) e secundário (substitui ou complementa o primário sempre que preciso);
  • Mangueira flexível ou chicote – Liga os cilindros ao coletor;
  • Coletor – Tubo que conecta cilindros entre si;
  • Painel de controle de pressão – Painel com os comandos que controlam a pressão do sistema;
  • Rede de distribuição – Conjunto de tubulações, válvulas e outros componentes para que os gases cheguem ao ponto onde serão utilizados;
  • Válvulas – Responsáveis pela manutenção da pressão, alívio em caso de pressão elevada ou bloqueio de fluxo.

Especificações para instalação

  • Os cilindros devem ser dispostos em duas baterias e conter 150% da quantidade a ser utilizada por período, e devem estar bem fixados;
  • As instalações devem ser protegidas de calor, eletricidade e combustíveis;
  • Alarmes são obrigatórios para garantir a segurança do sistema;
  • Todo sistema precisa de testes e manutenções periódicas;
  • As cores e normas de identificação dos gases precisam ser respeitadas.

RDC 50, de 2002

Dispõe sobre a regulamentação e projetos para estabelecimentos assistenciais de saúde. Segundo ela, algumas diretrizes precisam ser seguidas, como:

  • Elaboração de projeto, com representação em arquitetura, além da análise da viabilidade técnica;
  • Estudo do ambiente e suas diversas características;
  • Análise da distribuição de energia elétrica, bem como mecanismos de proteção do sistema e SPDA;
  • Compatibilização do sistema com a climatização ambiente;
  • Representação gráfica e relatório técnico do projeto, no qual devem constar detalhes das instalações elétricas, hidráulicas e climatização;
  • Avaliação e aprovação do projeto pela vigilância sanitária da região.

Assim também, a norma versa sobre a disponibilidade de departamentos e as diretrizes para atendimento em cada vertente, como emergência, diálise, etc, bem como as atividades administrativas e de apoio. Dessa forma, devem ser consideradas as características externas do ambiente e as medidas de higiene e controle de infecções, além das medidas de segurança e os sistemas de gases.

Como se pode ver, é importantíssimo seguir as normas para gases medicinais. Trata-se de uma medida que demonstra respeito às leis e á saúde dos pacientes.

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